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domingo, 15 de março de 2009

Lançamento Cadernos de Dramaturgia



Na quarta feira, dia 18, serão lançados os Cadernos de Dramaturgia do Galpão Cine Horto, com os textos de todos os oficiniões e ensaios sobre o processo criativo dos mesmos. Eu assino um dos ensaios, do espetáculo "Por toda a minha vida", do qual fui uma das dramaturgas. Para fazer o ensaio tive que voltar ao universo melodramático e reviver um pouco o processo de criação do espetáculo, que foi colaborativo. E me lembrei daqueles anos de convivência no núcleo de dramaturgia do Grupo Galpão. Dias de discussões, estudos e criações riquíssimas. Me deu saudades daquela época e alegria por saber que vou encontrar todo mundo (senão todos pelo menos uma grande parte) no dia 18.
E vocês, meus queridos, também são meus convidados. :)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

TUDO VAI FICAR MAIS VERDE






No dia 23 de setembro, foi plantada a 'árvore fundamental' do Canal Verde. Já falei sobre ele aqui antes e vocês sabem o quanto esse projeto é importante pra mim. Não só para mim, também para o planeta e para a preservação da vida e do verde.
O bom é que agora esse canal está no ar, à disposição de todo mundo: www.canalverde.tv.br.
E o legal é ver o envolvimento de pessoas tão bacanas e queridas, pessoas que acreditam em um ideal e sabem que a construção de um mundo melhor depende de cada um de nós.
No site vocês poderão conferir alguns roteiros meus, como o programa 'Priscila no país das Maravilhas', apresentado por Priscila Fantin, que,aliás, é uma pessoa especial e super profissional. Acessem!

sábado, 6 de setembro de 2008

Mãe coruja


Ele não joga lixo no chão.
Ele fecha a torneira ao escovar os dentes.
Ele é carinhoso.
Ele levanta da cadeira para eu poder sentar, se não tiver outro lugar disponível.
Ele gosta de dar presentes e de mandar flores.
Ele está cada dia mais lindo.
Ele me beija quando estou triste.

Os filhos são o que nos redime no mundo.

É pelo João que eu acordo todos os dias e me inspiro e me alegro e me animo.

Pra ele escrevi O menino revirado.
Pra ele escreverei muito mais e lutarei todos os dias. Sempre.

Cada dia que passa eu me orgulho mais dele. Por estar se tornando o menino maravilhoso que é. O meu menino revirado.

No dia 31 foi aniversário dele. 31 de agosto.
No mês em que algumas pessoas apontam desgostos e azar, eu só tive motivos para comemorar.
Dia 02 nasceu meu pai, dia 10 minha mãe. No dia 28 tia Lau. No dia 31 o João.
Pais, amigos queridos, filho.
De onde eu vim e para onde eu vou. Tudo junto no mês de agosto.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ACIDENTAL


Dentro de casa uma lagartixa de rua.
Não daquelas que sobem pelas paredes,
quase transparentes, faxineiras e ajudantes.
Não daquelas que se equilibram no teto
e passam longe do tato.
Esta - ligeira, faceira, arteira. De rua.
Altiva, atrevida, impossível de encarar.
Entra e sai debaixo da cama, vãos de sofás, frestas abertas, esconderijos encobertos, aqui e lá.
Corro atrás dela, não tenho medo. Asco não tenho.
Quero capturá-la com minhas próprias mãos.
Sentir na pele o regozijo de um predador.
Mas não sou tão ágil, nem tão pequena.
Minha natureza não me designa tamanha estripulia.
Ela foge de mim. Parece sorrir em seus olhos semicerrados.
De relance, vejo sua cauda – cortada.
Aliás, acho que não tem cauda.
Como será sua vida lá fora?
Foge de gato, toma sol no asfalto, alvo de brincadeiras infantis.
A cauda? Certamente perdida para algum estilingue ou pedra, maldade ou acidente.
Lembro-me de uma batida de carro, quase levou-me a vida e os movimentos há dez anos atrás. Fico com dó.
Dela e de mim.
Depois me recomponho.
Ela se recompõe melhor do que eu.
Sua cauda se regenera rapidamente - daqui a pouco cresce de novo, e garanto que já nem se lembra o que lhe aconteceu.
Já eu estou aqui, ainda traumatizada por um acidente que me levou algumas coisas.
A visitante oportuna corre para outro lado da casa.
Eu não corro mais atrás dela.
Agradeço-lhe a descoberta acidental.
Meu corpo pode até não se regenerar.
Minha alma é como cauda de lagartixa.


... (...) ... (...) ... (...)

Outro dia João Gabriel levou uma lagartixa para dentro de casa. Trouxe da rua. Ela ficou lá três dias, não conseguíamos pegá-la para colocar pra fora... Dessa luta surgiu essa poesia.

sábado, 12 de julho de 2008

CANAL VERDE



oferecemos corpo ao vento
como os pássaros
oferecemos paz ao tempo
como as árvores
oferecemos água ao movimento
como os mares


Fiz esse texto há uns seis anos atrás. Estava me formando e entrei no projeto do Canal Verde, do Robério e do Rafa. O poema finalizava um roteiro.

Quando comecei o curso de comunicação na federal, acreditava no poder da mídia para educação e a mudança de mentes. Enfim,uma forma de contribuir para um mundo melhor. Mas no dia-a-dia eu vi que as forças da manipulação eram muito mais fortes e eu parecia uma idealista sem lugar.

O Canal Verde era uma pontinha de esperança e tinha a ver com tudo aquilo que eu acreditava. Era não. É. Depois de seis anos de batalha (na verdade mais de dez, porque o projeto já existia antes de eu entrar), as gravações começaram hoje.
Eu não pude ir, estou terminando uns freelas aqui em casa, mas de qualquer forma o roteiro é meu e isso me faz sentir um pouco presente lá.

Rafa e Robério, eu sei que daqui a pouco tudo o que a gente sonhou vai ganhar corpo. Porque, como diz Raul Seixas, sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Felicidades

Surgiu na minha vida por um acidente de trabalho.
Ungiu sabores de amizade, alegria, lealdade, esperança.
Agiu sempre como um cavalheiro digno de toda confiança.
Parabéns Gil!

Seu aniversário foi ontem, mas as felicidades que lhe desejo são para todos os dias de sua vida.


domingo, 8 de junho de 2008

Almoço de ontem



Enquanto eu temperava o feijão lá em casa, ele cozinhava a canjiquinha no sítio.
Preto e amarelo. Gás e lenha. Moderno e rústico. Panela de pressão e panela de pedra. A impressão de que somos opostos se confirmou. O feijão ficou salgado e a canjiquinha sem sal. Mas da mistura dos dois surgiu uma refeição perfeita. Foi só saber dosar o melhor de cada um.

... (...) ... (...) ... (...)
Poesia pra quê?
Para dar mais sabor às coisas simples da vida.