terça-feira, 14 de julho de 2009

VÃO

Pelo vão encoberto de sua aura
é possível perceber
o que se passa por fora do campo
imagético de sua visão.

Sentimentos loucos, devaneios muitos,
arestas cortadas que se querem inteiras.

Deixe entrar o que lhe basta.
O que espoca em seu coração.
O que causa furor na alma
e arrepios na auréola.

O que lhe escapa não lhe serve.
Deixe-se ir.

Pelo sim,
pelo não,
existem os que ficam,
e os que se vão.

...

esse blog não é um diário virtual, as poesias que posto aqui, nem sempre têm a ver com o meu estado de espírito. aliás, na maioria das vezes, não têm.
mas essa aqui estava martelando na minha cabeça desde ontem, então vale a repetição (ela já foi publicada há um tempo atrás).

6 comentários:

Lucas F. Souza disse...

Tem uma música do Cartola que diz: "deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar, rir pra não chorar...quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver..."

é uma bela poesia, como todas as suas outras. Acho q a palavra bela já é comum, um sinônimo pra grandes poesias, de grandes poetas. Grandes não por reconhecimento, mas pela grandiosidade de seu talento de escrever os sentimentos...

Sofia Fada disse...

Oi Lucas,
obrigada!
eu adoro essa música, acho que vou até blipá-la hoje,
bj

Liquidificador a Gas disse...

"Pelo sim,
pelo não,
existem os que ficam,
e os que se vão."

Generosa é a vida, entre encontros e desencontros... Afinal, todo dia a gente dobra uma esquina!

Sofia Fada disse...

Pois é, Robs, todo dia a gente dobra esquinas e atravessa ruas e cruzamentos. Basta olhar para os lados e estar atenta!

bjs

Lucas Lima disse...

poxa, muito bom teus escritos, gostei bastante.
Lidar com essas mudanças e permanências é complicado, me ensina o segredo, rs
Bons Dias

Maria Paula Alvim disse...

Pelo sim, pelo não... Mto bom, Sofia. Mesmo.